A crise econômica causada pela pandemia ainda assombra diversos pequenos empresários e trabalhadores por conta própria. Fechando as portas em 2020 e enfrentando problemas como a alta na inflação, autônomos começaram a recuperar a estabilidade financeira agora.

Sendo um dos grupos mais afetados com a crise, de acordo com um levantamento do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre o “Retrato dos rendimentos e horas trabalhadas durante a pandemia”, os trabalhadores por conta própria tiveram o maior impacto positivo em sua renda, tendo o crescimento de 19,5% no terceiro trimestre de 2021, comparado ao rendimento de 2020.

Ainda segundo o IPEA, profissionais que trabalham sem carteira assinada estão se recuperando com maior velocidade. Enquanto os trabalhadores do setor privado e com carteira assinada tiveram aumento de 2% na renda efetiva, os informais tiveram uma alta de 6,9%.

Padeiro negro dentro de uma cozinha de padaria, com roupas e chapéu branco, segurando uma cesta de pães. Imagem ilustrativa para retratar o conteúdo sobre trabalhadores por conta própria

Crédito: Iakov Filimonov/shutterstock

Mesmo com a melhora, a recuperação segue lenta para os trabalhadores por conta própria

Em um recorte geográfico, o Nordeste é a região que mais sofreu com a segunda onda da pandemia. Além disso, a renda dos jovens adultos, entre 25 e 39 anos, foi a mais afetada, com queda de 3,2% em seus rendimentos. 

Em contrapartida, o crescimento atual da renda média das mulheres é superior à dos homens, com um aumento de 1,40% na renda delas e de 0,48%, na deles. Já o rendimento dos trabalhadores autônomos 60+ cresceu 1,3% no segundo trimestre de 2021. 

Segundo Sandro Sacchet, pesquisador do Ipea e autor do estudo, “As horas efetivamente trabalhadas e a proporção de afastados do trabalho não foram afetados pela segunda onda da pandemia de Covid-19. A análise mostra que, apesar da melhora nos rendimentos no segundo trimestre deste ano, a recuperação ainda é lenta. O afastamento da ocupação atinge 16,26% dos trabalhadores, afetando mais de 13,5 milhões”.

Fonte: institutodelongevidademag.org

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